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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Veja prévia da HQ do Bizarro









A HQ será desenhada pelo brasileiro Gustavo Duarte. Aparentemente Jimmy Olsen será o companheiro de estradas do super-vilão. Haverão seis edições que começam em junho, mas se der certo pode se tornar uma série fixa.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

É Justiceiro...

...o mundo é dos otários. Acho que minhas curtas terminam por aqui. Pretendo fazer dois posts grandes em breve. E-ambos-serão-da-Marvel. Tô ressaltando isso porque toda vez que faço análise negativa da Marvel ficam me chamando de fanboy da DC mesmo eu detestando Arkham Origins, Smallville, Arrow, Flash, Gotham, Lanterna Verde, etc, etc... Só o Batman que não deixa de ser meu herói preferido, claro, mas Marvel e DC de forma geral, não vejo porque de preferir muito um sobre o outro.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

The Dark Knight III: The Master Race


Foi oficializado sexta-feira pela DC Comics a terceira parte do lendário "Cavaleiro das Trevas". A primeira e segunda parte são conhecidas como a melhor e a pior HQs da história. O título é "The Dark Knight III: The Master Race", será publicado em oito edições quinzenais, começando no final do ano e terminando em 2016, já pegando carona e comemorando os 30 anos do clássico original. Apesar do estado de saúde do Frank Miller (câncer no pâncreas) tê-lo deixado com uma aparência destruída, ao ponto de muitos apostarem em uma morte breve, ele foi confirmado como escritor e desenhista.

Como dito anteriormente, haverão outros artistas colaborando com os desenhos. E nos roteiros também haverá um colaborador! Quem...? BRIAN AZZARELLO!!!!


O cara é foda! Ele adora escrever explorando os sub-grupos sociais, as tribos urbanas e afins, deve colar perfeito com o universo do Batman que o Miller criou nos Anos 80. Fiquei até animado agora, se fosse com aquele Scott 'o coringa é imortal' Snyder eu ia ficar longe. Acho que vou conferir, sendo feito com dedicação pode ser muito bom, são ótimos artistas. É torcer pro Miller não meter o louco com os radicalismos dele. Leia alguns depoimentos que já foram feitos:

Criador Frank Miller:

"Batman continua sendo meu herói de quadrinhos favorito e fazer uma continuação de Cavaleiro das Trevas é assustador, mas daremos o nosso melhor"

Roteirista colaborador Brian Azzarello:

"Tem sido uma experiência incrível colaborar com Frank nesses últimos seis meses. Acredito que temos uma história épica que esses personagem de verdade merecem"

Publisher Jim Lee e Dan DiDio:

"A história que ele e Brian criaram é uma conclusão triunfante e impactante para essa obra seminal que influenciou e definiu gerações de leitores e criadores"

A DC tem feito tanta coisa comercial que eu fico desconfiado. Aquela série do futuro e aquele "Batman Eterno" foram umas porcarias, ainda não conferi o "Convergence" e tenho que tomar coragem pra checar a fase do Coringa imortal. Mas com Miller e Brian a curiosidade me vencerá, sem dúvida.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Com a palavra, Neil Gaiman


Caso o titio Joker não tenha sido o suficiente, encontrei um texto completamente traduzido do Neil Gaiman, em uma palestra que ele realizou em outubro de 2013, na cidade de Londres. O criador de Sandman defende a importância das estórias de ficção de forma geral, encaixando muito bem com a discussão que escrevi aqui mesmo há algumas horas. Além dele ser o Neil Gaiman, é claro.

"É importante para as pessoas dizerem de que lado estão e porque, e se elas podem ou não ser tendenciosas. Um tipo de declaração de interesse dos membros. Então eu estarei conversando com vocês sobre leitura. Direi à vocês que as bibliotecas são importantes. Vou sugerir que ler ficção, que ler por prazer, é uma das coisas mais importantes que alguém pode fazer. Vou fazer um apelo apaixonado para que as pessoas entendam o que as bibliotecas e os bibliotecários são e para que preservem ambos.
E eu sou óbvia e enormemente tendencioso: sou um escritor, muitas vezes um autor de ficção. Escrevo para crianças e adultos. Por cerca de 30 anos tenho ganhado a minha vida através das minhas palavras, principalmente por inventar as coisas e escrevê-las. Obviamente está em meu interesse que as pessoas leiam, que elas leiam ficção, que bibliotecas e bibliotecários existam para nutrir amor pela leitura e lugares onde a leitura possa ocorrer.
Então sou tendencioso como escritor. Mas eu sou muito, muito mais tendencioso como leitor. E sou ainda mais tendencioso enquanto cidadão britânico.
E estou aqui dando essa palestra hoje a noite sob os auspícios da Reading Agency: uma instituição filantrópica cuja missão é dar a todos as mesmas oportunidades na vida, ajudando as pessoas a se tornarem leitores entusiasmados e confiantes. Que apoia programas de alfabetização, bibliotecas e indivíduos e arbitrária e abertamente incentiva o ato da leitura. Porque, eles nos dizem, tudo muda quando lemos.
E é sobre essa mudança e este ato de leitura que quero falar hoje a noite. Eu quero falar sobre o que a leitura faz. O porquê de ela ser boa.
Uma vez eu estava em Nova York e ouvi uma palestra sobre a construção de prisões particulares – uma ampla indústria em crescimento nos Estados Unidos. A indústria de prisões precisa planejar o seu futuro crescimento – quantas celas precisarão? Quantos prisioneiros teremos daqui 15 anos? E eles descobriram que poderiam prever isso muito facilmente, usando um algoritmo bastante simples, baseado em perguntar a porcentagem de crianças entre 10 e 11 anos que não conseguiam ler. E certamente não conseguiam ler por prazer.
Não é um pra um: você não pode dizer que uma sociedade alfabetizada não tenha criminalidade. Mas existem correlações bastante reais.
E eu acho que algumas destas correlações, a mais simples, vem de algo muito simples. Pessoas alfabetizadas leem ficção.
A ficção tem duas utilidades. Primeiramente, é uma droga que é uma porta para leituras. O desejo de saber o que acontece em seguida, de querer virar a página, a necessidade de continuar, mesmo que seja difícil, porque alguém está em perigo e você precisa saber como tudo vai acabar… Este é um desejo muito real. E te força a aprender novos mundos, a pensar novos pensamentos, a continuar. Descobrir que a leitura por si é prazerosa. Uma vez que você aprende isso, você está no caminho para ler de tudo. E a leitura é a chave. Houve um burburinho brevemente há alguns anos atrás sobre a idéia de que estávamos vivendo em um mundo pós-alfabetizado, no qual a habilidade de fazer sentido através de palavras escritas estava de alguma forma redundante, mas esses dias acabaram: as palavras são mais importantes do que jamais foram: nós navegamos o mundo com palavras, e uma vez que o mundo desliza para a web, precisamos seguir, comunicar e compreender o que estamos lendo. As pessoas que não podem entender umas às outras não podem trocar idéias, não podem se comunicar e apenas programas de tradução vão tão longe.
A forma mais simples de ter certeza de que educamos crianças alfabetizadas é ensiná-los a ler, e mostrarmos a eles que a leitura é uma atividade prazerosa. E isso significa, na sua forma mais simples, encontrar livros que eles gostem, dar a eles acesso a estes livros e deixar que eles os leiam.
Eu não acho que exista algo como um livro ruim para crianças. Vez e outra se torna moda entre alguns adultos escolher um subconjunto de livros para crianças, um gênero, talvez, ou um autor e declará-los livros ruins, livros que as crianças devem parar de ler. Eu já vi isso acontecer repetidamente; Enid Blyton foi declarado um autor ruim, R. L. Stine também, assim como dúzias de outros. Quadrinhos tem sido acusados de promover o analfabetismo.
Enid Blyton's Famous Five book Five Get Into a Fix
Não existem escritores ruins… O famoso livro de Enid Blyton. Foto: Greg Balfour Evans/Alamy
É tosco. É arrogante e é burro. Não existem autores ruins para crianças, que as crianças gostem e querem ler e buscar, porque cada criança é diferente. Eles podem encontrar as histórias que precisam, e eles levam a si mesmos nas histórias. Uma ideia banal e desgastada não é banal nem desgastada para eles. Esta é a primeira vez que a criança a encontrou. Não desencoraje uma criança de ler porque você acha que o que eles estão lendo é errado. A ficção que você não gosta é uma rota para outros livros que você pode preferir. E nem todo mundo tem o mesmo gosto que você.
Adultos bem intencionados podem facilmente destruir o amor de uma criança pela leitura: parar de ler pra eles o que eles gostam, ou dar a eles livros ‘chatos mas que valem a pena’ que você gosta, os equivalentes “melhorados” da literatura Vitoriana do século XXI. Você acabará com uma geração convencida de que ler não é legal e pior ainda, desagradável.
Precisamos que nossas crianças entrem na escada da leitura: qualquer coisa que eles gostarem de ler irá movê-las, degrau por degrau, à alfabetização. (Além disso, não faça o que eu fiz quando a minha filha de 11 anos estava gostando de ler R. L. Stine, que foi pegar uma cópia de Carrie do Stephen King e dizer que se você gosta deste, adorará isto! Holly não leu nada além de histórias seguras de colonos em pradarias pelo resto de sua adolescência e até hoje me dá olhares tortos quando o nome de Stephen King é mencionado).
E a segunda coisa que a ficção faz é construir empatia. Quando você assiste TV ou vê um filme, você está olhando para coisas acontecendo a outras pessoas. Ficção de prosa é algo que você constrói a partir de 26 letras e um punhado de sinais de pontuação, e você, você sozinho, usando a sua imaginação, cria um mundo e o povoa e olha através dos olhos de outros. Você sente coisas, visita lugares e mundos que você jamais conheceria de outro modo. Você aprende que qualquer outra pessoa lá fora é um eu, também. Você está sendo outra pessoa e quando você volta ao seu próprio mundo, você estará levemente transformado.
Empatia é uma ferramenta para tornar pessoas em grupos, que nos permite que funcionemos como mais do que indivíduos obcecados consigo mesmos.
Você também está descobrindo algo enquanto lê que é de vital importância para fazer o seu caminho no mundo. E é isto:
O mundo não precisa ser assim. As coisas podem ser diferentes.
Eu estive na China em 2007 na primeira convenção de ficção científica e fantasia aprovada pelo partido na história da China. E em algum momento eu tomei um alto oficial de lado e perguntei a ele “Por que? A ficção científica foi reprovada por tanto tempo. Por que isso mudou?”. É simples, ele me disse. Os chineses eram brilhantes em fazer coisas se outras pessoas trouxessem os planos para eles. Mas eles não inovavam e não inventavam. Eles não imaginavam. Então eles mandaram uma delegação para os Estados Unidos, para a Apple, para a Microsoft, para o Google e perguntaram às pessoas de lá que estavam inventando seu próprio futuro. E descobriram que todos eles leram ficção científica quando eram meninos e meninas. A ficção pode te mostrar um outro mundo. Pode te levar para um lugar que você nunca esteve. E uma vez que você tenha visitado outros mundos, como aqueles que comeram a fruta da fada, você pode nunca mais ficar completamente satisfeito com o mundo no qual você cresceu.
Descontentamento é uma coisa boa: pessoas descontentes podem modificar e melhorar o mundo, deixá-lo melhor, deixá-lo diferente. E enquanto ainda estamos nesse assunto, eu gostaria de dizer algumas palavras sobre escapismo. Eu ouço o termo utilizado por aí como se fosse uma coisa ruim. Como se ficção “escapista” fosse um ópio barato utilizado pelos confusos, pelos tolos e pelos desiludidos e a única ficção que seja válida, para adultos ou crianças é a ficção mimética, espelhando o pior do mundo em que o leitor ou a leitora se encontra.
Se você estivesse preso em uma situação impossível, em um lugar desagradável, com pessoas que te quisessem mal e alguém te oferecesse um escape temporário, por que você não ia aceitar isso? E ficção escapista é apenas isso: ficção que abre uma porta, mostra o sol lá fora, te dá um lugar para ir onde você esteja no controle, esteja com pessoas com quem você queira estar (e livros são lugares reais, não se enganem sobre isso); e mais importante, durante o seu escape, livros também podem te dar conhecimento sobre o mundo e o seu predicamento, te dar armas, te dar armaduras: coisas reais que você pode levar de volta para a sua prisão. Habilidades, conhecimento e ferramentas que você pode utilizar para escapar de verdade.
Como J. R. R. Tolkien nos lembrou, as únicas pessoas que fazem injúrias contra o escape são prisioneiros.
A ilustração de Tolkien da casa de Bilbo
A ilustração de Tolkien da casa de Bilbo, Bag End. Foto: HarperCollins
Outra forma de destruir o amor de uma criança pela leitura, claro, é se assegurar de que não existam livros de nenhum tipo por perto. E não dar a elas nenhum lugar para que leiam estes livros. Eu tive sorte. Eu tive uma biblioteca local excelente enquanto eu cresci. Eu tive o tipo de pais que podiam ser persuadidos a me deixar na biblioteca no caminho do trabalho deles nas férias de verão, e o tipo de bibliotecários que não se importavam que um menino pequeno e desacompanhado ficasse na biblioteca das crianças todas as manhãs e ficasse mexendo no catálogo de cartões, procurando por livros com fantasmas ou mágica ou foguetes neles, procurando por vampiros ou detetives ou bruxas ou fantasias. E quando eu terminei de ler a biblioteca de crianças eu comecei a de adultos.
Eles eram ótimos bibliotecários. Eles gostavam de livros e eles gostavam dos livros que estavam sendo lidos. Eles me ensinaram como pedir livros das outras bibliotecas em empréstimo inter-bibliotecas. Eles não eram arrogantes em relação a nada que eu lesse. Eles pareciam apenas gostar do fato de existir esse menininho de olhos arregalados que amava ler e conversariam comigo sobre os livros que eu estava lendo, achariam pra mim outros livros em uma série deles, eles me ajudariam. Eles me tratavam como outro leitor – nem mais, nem menos – o que significa que eles me tratavam com respeito. Eu não estava acostumado a ser tratado com respeito aos oito anos de idade.
Mas as bibliotecas tem a ver com liberdade. A liberdade de ler, a liberdade de ideias, a liberdade de comunicação. Elas tem a ver com educação (que não é um processo que termina no dia que deixamos a escola ou a universidade), com entretenimento, tem a ver com criar espaços seguros e com o acesso à informação.
Eu me preocupo que no século XXI as pessoas entendam errado o que são bibliotecas e qual é o propósito delas. Se você perceber uma biblioteca como estantes com livros, pode parecer antiquado e datado em um mundo no qual a maioria, mas não todos, os livros impressos existem digitalmente. Mas pensar assim é errar o ponto fundamentalmente.
Eu acho que tem a ver com a natureza da informação. A informação tem valor, e a informação certa tem um enorme valor. Por toda a história humana, nós vivemos em escassez de informação e ter a informação desejada era sempre importante, e sempre valia alguma coisa: quando plantar sementes, onde achar as coisas, mapas e histórias e estórias – eles eram sempre bons para uma refeição e companhia. Informação era uma coisa valorosa, e aqueles que a tinham ou podiam obtê-la podiam cobrar por este serviço.
Nos últimos anos, nos mudamos de uma economia de escassez da informação para uma dirigida por um excesso de informação. De acordo com o Eric Schmidt do Google, a cada dois dias agora a raça humana cria tanta informação quanto criávamos desde o início da civilização até 2003. Isto é cerca de cinco exobytes de dados por dia, para vocês que mantém a contagem. O desafio se torna não encontrar aquela planta escassa crescendo no deserto, mas encontrar uma planta específica crescendo em uma floresta. Precisaremos de ajuda para navegar nesta informação e achar a coisa que precisamos de verdade.
Menino lendo em sua escola
Foto: Alamy
Bibliotecas são lugares que pessoas vão para obter informação. Livros são apenas a ponta do iceberg da informação: eles estão lá, e bibliotecas podem fornecer livros gratuitamente e legalmente. Crianças estão emprestando livros de bibliotecas hoje mais do que nunca – livros de todos os tipos: de papel e digital e em áudio. Mas as bibliotecas também são, por exemplo, lugares onde pessoas que não tem computadores, que podem não ter conexão à internet, podem ficar online sem pagar nada: o que é imensamente importante quando a forma que você procura empregos, se candidata para entrevistas ou aplica para benefícios está cada vez mais migrando para o ambiente exclusivamente online. Bibliotecários podem ajudar estas pessoas a navegar neste mundo.
Eu não acredito que todos os livros irão ou devam migrar para as telas: como Douglas Adams uma vez me falou, mais de 20 anos antes do Kindle aparecer, um livro físico é como um tubarão. Tubarões são velhos: existiam tubarões nos oceanos antes dos dinossauros. E a razão de ainda existirem tubarões é que tubarões são melhores em serem tubarões do que qualquer outra coisa que exista. Livros físicos são durões, difíceis de destruir, resistentes à banhos, operam a luz do sol, ficam bem na sua mão: eles são bons em serem livros, e sempre existirá um lugar para eles. Eles pertencem às bibliotecas, bem como as bibliotecas já se tornaram lugares que você pode ir para ter acesso à ebooks, e audio-livros e DVDs e conteúdo na web.
Uma biblioteca é um lugar que é um repositório de informação e dá a cada cidadão acesso igualitário a ele. Isso inclui informação sobre saúde. E informação sobre saúde mental. É um espaço comunitário. É um lugar de segurança, um refúgio do mundo. É um lugar com bibliotecários. Como as bibliotecas do futuro serão é algo que deveríamos estar imaginando agora.
Alfabetização é mais importante do que nunca, nesse mundo de mensagens e e-mail, um mundo de informação escrita. Precisamos ler e escrever, precisamos de cidadãos globais que possam ler confortavelmente, compreender o que estão lendo, entender as nuances e se fazer entender.
As bibliotecas realmente são os portais para o futuro. É tão lamentável que, ao redor do mundo, nós observemos autoridades locais apropriarem-se da oportunidade de fechar bibliotecas como uma maneira fácil de poupar dinheiro, sem perceber que eles estão roubando do futuro para serem pagos hoje. Eles estão fechando os portões que deveriam ser abertos.
De acordo com um estudo recente feito pela Organisation for Economic Cooperation and Development, a Ingaterra é o “único país onde o grupo de mais idade tem mais proficiência tanto em alfabetização quanto em capacidade de usar ou entender as técnicas numéricas da matemática do que o grupo mais jovem, depois de outros fatores, tais como gênero, perfis sócio-econômicos e tipo de ocupações levados em consideração”.
Colocando de outro modo, nossas crianças e netos são menos alfabetizados e menos capazes de utilizar técnicas de matemática do que nós. Eles são menos capazes de navegar o mundo, de entendê-lo e de resolver problemas. Eles podem ser mais facilmente enganados e iludidos, serão menos capazes de mudar o mundo em que se encontram, ser menos empregáveis. Todas essas coisas. E como um país, a Inglaterra ficará para trás em relação a outras nações desenvolvidas porque faltará mão de obra especializada.
Livros são a forma com a qual nós nos comunicamos com os mortos. A forma que aprendemos lições com aqueles que não estão mais entre nós, que a humanidade se construiu, progrediu, fez com que o conhecimento fosse incremental ao invés de algo que precise ser reaprendido, de novo e de novo. Existem contos que são mais velhos que alguns países, contos que sobreviveram às culturas e aos prédios nos quais eles foram contados pela primeira vez.
Eu acho que nós temos responsabilidades com o futuro. Responsabilidades e obrigações com as crianças, com os adultos que essas crianças se tornarão, com o mundo que eles habitarão. Todos nós – enquanto leitores, escritores, cidadãos – temos obrigações. Pensei em tentar explicitar algumas dessas obrigações aqui.
Eu acredito que temos uma obrigação de ler por prazer, em lugares públicos e privados. Se lermos por prazer, se outros nos verem lendo, então nós aprendemos, exercitamos nossas imaginações. Mostramos aos outros que ler é uma coisa boa.
Temos a obrigação de apoiar bibliotecas. De usar bibliotecas, de encorajar outras pessoas a utilizarem bibliotecas, de protestar contra o fechamento de bibliotecas. Se você não valoriza bibliotecas então você não valoriza informação ou cultura ou sabedoria. Você está silenciando as vozes do passado e você está prejudicando o futuro.
Temos a obrigação de ler em voz alta para nossas crianças. De ler pra elas coisas que elas gostem. De ler pra elas histórias das quais já estamos cansados. Fazer as vozes, fazer com que seja interessante e não parar de ler pra elas apenas porque elas já aprenderam a ler sozinhas. Use o tempo de leitura em voz alta para um momento de aproximação, como um tempo onde não se fique checando o telefone, quando as distrações do mundo são postas de lado.
Temos a obrigação de usar a linguagem. De nos esforçarmos: descobrir o que as palavras significam e como empregá-las, nos comunicarmos claramente, de dizer o que estamos querendo dizer. Não devemos tentar congelar a linguagem, ou fingir que é uma coisa morta que deve ser reverenciada, mas devemos usá-la como algo vivo, que flui, que empresta palavras, que permite que significados e pronúncias mudem com o tempo.
Nós escritores – e especialmente escritores para crianças, mas todos os escritores – temos uma obrigação com nossos leitores: é a obrigação de escrever coisas verdadeiras, especialmente importantes quando estamos criando contos de pessoas que não existem em lugares que nunca existiram – entender que a verdade não está no que acontece mas no que ela nos diz sobre quem somos. A ficção é a mentira que diz a verdade, afinal. Temos a obrigação de não entediar nossos leitores, mas fazê-los sentir a necessidade de virar as páginas. Uma das melhores curas para um leitor relutante, afinal, é uma estória que eles não são capazes de parar de ler. E enquanto nós precisamos contar a nossos leitores coisas verdadeiras e dar a ele armas e dar a eles armaduras e passar a eles qualquer sabedoria que recolhemos em nossa curta estadia nesse mundo verde, nós temos a obrigação de não pregar, não ensinar, não forçar mensagens e morais pré-digeridas goela abaixo em nossos leitores como pássaros adultos alimentando seus bebês com vermes pré-mastigados; e nós temos a obrigação de nunca, em nenhuma circunstância, escrever nada para crianças que nós mesmos não gostaríamos de ler.
Temos a obrigação de entender e reconhecer que enquanto escritores para crianças nós estamos fazendo um trabalho importante, porque se nós estragarmos isso e escrevermos livros chatos que distanciam as crianças da leitura e de livros, nós estaremos menosprezando o nosso próprio futuro e diminuindo o deles.
Todos nós – adultos e crianças, escritores e leitores – temos a obrigação de sonhar acordado. Temos a obrigação de imaginar. É fácil fingir que ninguém pode mudar coisa alguma, que estamos num mundo no qual a sociedade é enorme e que o indivíduo é menos que nada: um átomo numa parede, um grão de arroz num arrozal. Mas a verdade é que indivíduos mudam o seu próprio mundo de novo e de novo, indivíduos fazem o futuro e eles fazem isso porque imaginam que as coisas podem ser diferentes.
Olhe à sua volta: eu falo sério. Pare por um momento e olhe em volta da sala em que você está. Eu vou dizer algo tão óbvio que a tendência é que seja esquecido. É isto: que tudo o que você vê, incluindo as paredes, foi, em algum momento, imaginado. Alguém decidiu que era mais fácil sentar numa cadeira do que no chão e imaginou a cadeira. Alguém tinha que imaginar uma forma que eu pudesse falar com vocês em Londres agora mesmo sem que todos ficássemos tomando uma chuva. Este quarto e as coisas nele, e todas as outras coisas nesse prédio, esta cidade, existem porque, de novo e de novo e de novo as pessoas imaginaram coisas.
Temos a obrigação de fazer com que as coisas sejam belas. Não de deixar o mundo mais feio do que já encontramos, não de esvaziar os oceanos, não de deixar nossos problemas para a próxima geração. Temos a obrigação de limpar tudo o que sujamos, e não deixar nossas crianças com um mundo que nós desarrumamos, vilipendiamos e aleijamos de forma míope.
Temos a obrigação de dizer aos nossos políticos o que queremos, votar contra políticos ou quaisquer partidos que não compreendem o valor da leitura na criação de cidadãos decentes, que não querem agir para preservar e proteger o conhecimento e encorajar a alfabetização. Esta não é uma questão de partidos políticos. Esta é uma questão de humanidade em comum.
Uma vez perguntaram a Albert Einstein como ele poderia tornar nossas crianças inteligentes. A resposta dele foi simples e sábia. “Se você quer que crianças sejam inteligentes”, ele disse, “leiam contos de fadas para elas. Se você quer que elas sejam mais inteligentes, leia mais contos de fadas para elas”. Ele entendeu o valor da leitura e da imaginação. Eu espero que possamos dar às nossas crianças um mundo no qual elas possam ler, e que leiam para elas, e imaginar e compreender."

Acho que os dois lugares que eu mais habitei na minha infância foram a livraria e a Gibiteca Municipal, preciso nem dizer como assino embaixo. E... ele é o Neil Gaiman.


quinta-feira, 2 de abril de 2015

Veja prévia da Morte do Deadpool


Deadpool em dose dupla, baby! A Marvel liberou algumas páginas da edição #45 onde o Mercenário Tagarela conhecerá seu fim. Uma pena que eu não esteja acompanhando, me pareceu hilário pela parte dele conversando com o Thanos. Confira as capas alternativas e as páginas abaixo:

Capas



Páginas







Tá zuado, deve ficar legal. Até me interessei por ver que está zuado, sendo engraçado vale a pena. Aquele "Morte do Wolverine" eu achei ruim por uma infinidade de razões. Na verdade é bom, mas eles anunciaram de forma tão forte pra uma estória tão pequena. O Wolverine já tava sem a regeneração há um tempo. Qual é a graça de todo esse fuzuê pra uma "Morte do Wolverine" dita de forma tão definitiva se ele nem está com todos os poderes que deixaram ele famoso? Teria sido melhor se tivessem tido culhão e feito algo ambientado no universo do "Velho Logan" do Mark Millar, o que eles vão fazer (ou já tão fazendo sei lá) com essa fase aí de "Guerras Secretas", depois tenho que conferir...


"A Morte do Deadpool" sai 8 de abril. Tenham um feriado zuero.

terça-feira, 31 de março de 2015

Hum, Convergence começou bem...


Eu ainda não li (porque na real, também não tenho lido muito ultimamente), mas vi uma notícia falando sobre o início do arco "Convergence", que vai misturar tudo quanto é dimensão da DC. Na prévia da edição #0 foi revelado que transportado para uma dimensão alternativa o Super-Homem tem que encarar um Brainiac gigante que mostrará a morte do herói acontecendo em vários versões do Universo DC. A série será semanal até maio, ou seja, se segura pra entender o que vai rolar.

domingo, 1 de março de 2015

10 passos para destruir o Coringa com DC Comics e Scott Snyder


Tudo nesse Universo precisa ser reinventado, senão se torna ultrapassado e acaba sendo esquecido em algum momento. É justamente sendo reinventados que os personagens de HQs sobrevivem tantas décadas. O Coringa tá pra fazer 75 anos em 2015, e sinceramente não tenho muito a comemorar no momento. O novo filme do Batman foi adiado em 10 meses, resolveram deixar ele morto no novo game e nas HQs... Scott Snyder. Muita gente A-M-O-U o Coringa dos Novos 52, mas eu não. Definitivamente não. Então vou falar sobre isso já que esse blog é meeeeeeeeeeeeeeu, meeeeeeeeeu e ninguém tasca. Pra não dizerem que eu só esculhambei, vou dizer a única coisa que eu gostei: há um momento que ele captura o Alfred, e fica no ar o perigo de ser inevitável ele saber a identidade secreta do Bruce Wayne e o real perigo que isso representa para todos os seus aliados. Adorei a premissa. Infelizmente, se eu tivesse comprado a execução teria usado de papel higiênico. Então vamos aos 10 passos para destruir o Coringa (o que não é facil) com DC Comics e Scott Snyder!




1-Arranque a cara dele!


Termine logo a primeira edição do reboot com o rosto do personagem arrancado fora sem uma desculpa plausível pra isso. Depois ele se justifica dizendo que agora é 100% um monstro, tendo sido seu rosto o último resquício de humanidade que ele tinha. Bem, seguindo esse raciocínio, daqui a pouco ele estará cortando fora o...



2-Apague o Silêncio da cronologia


O Coringa é um dos personagens mais icônicos e carismáticos da História. O Silêncio também era um vilão muito bom do Batman, famoso por ter as faixas cobrindo seu rosto. Originalmente ele fazia isso pra esconder sua identidade. Posteriormente, ele voltou em estórias do Paul Dini onde realmente tirava o próprio rosto pra se transformar em Bruce Wayne e completar o objetivo de vida mais popular dos habitantes de Gotham City: destruir o Batman. O personagem estava sendo bem presente antes dos Novos 52, aí Snyder simplesmente fingiu que ele não existe depois que entrou, "parecendo" que o Coringa sem cara era algo muito original, sim.


3-Transforme-o no Chuck Norris

Minha cara lendo essas porra, kkkkk
Me lembro perfeitamente que fizeram mó espetáculo pra anunciar que o Coringa ia voltar. Logo no início da primeira estória cai a luz no departamento da polícia e o Coringa vai falando enquanto quebra o pescoço de vários policiais; no final só sobrando o Gordon. Na hora eu não tinha entendido direito, mas simplesmente havia algo que eu não tinha gostado naquela cena. Talvez meu pior pesadelo tivesse se realizado: me tornar um velho saudosista que gosta de nada novo. O que é bem provável, sendo o Coringa um dos meus personagens preferidos (não sei se você notou...). Eles pareciam ter upado ele demais... o que é comum, se tratando do pior vilão do Batman, mas tinha algo errado com aquela cena. Eis que o escritor/leitor parceiro ANT comentou aqui tirando as palavras da minha boca:

"Antes os criminosos tinham medo do Coringa porque ele era imprevisível e psicótico. Agora eles tem medo porque ele pode quebrar os seus pescoços."

E é justamente isso. O que torna o Coringa tão fascinante é ele ser só um maluco doido que explode TUDO! Tipo, COMO?! Assim como o Batman, ele é incansável por estar s-e-m-p-r-e te surpreendendo. Mas... Chuck Norris...? Quebrar o pescoço de geral? Meu nariz entortou nessa parte porque isso mexia não só com as habilidades do personagem, mas a relação que ele mantinha com todos os outros (Lex Luthor, Mulher-Gato, Arlequina... que eu saiba todos esses só não matam o Coringa porque tem medo das consequências do que ele pode fazer se algum milimetrozinho der errado, mas são mais fortes que ele). Eu torci o nariz pra essa parte Chucknórica... mal esperava que Snyder e DC se aprofundariam ainda mais nessa perigosa desconstrução do vilão.

4-Diga que ele escolheu o Jason Todd


Há uma curta estória narrada pelo Coringa na época que ele voltou antagonizando diferentes revistas, em que ele conta como planejou tudo pra que o Batman escolhesse o Robin, porque era ELE que tava sentindo falta de um Robin ao lado do Batman. Depois isso é reforçado na aventura que ele antagoniza em "Capuz Vermelho e Os Foras-da-Lei", em que ele apresenta até provas dessa nova origem (eles mudam aquele bagulho dele ter tentado roubar os pneus do Bat-Móvel). Ou seja... eles realmente gostaram dessa nova ideia...

5-E planejou a morte dele também


Mesmo eu não gostando tanto, "Morte na Família" é uma das HQs mais impactantes da História. O momento em que o insuportável parceiro Robin realmente foi violentamente assassinado pelo Coringa. Mas quem leu (e quase todo mundo leu) lembra que Todd e a mãe dele fizeram uma sequência de merdas, até só ter sobrado pro palhaço descer o pé de cabra no rabo dele. Mas eles dizem que ele não só escolheu Todd, como se livrou dele quando "se cansou". Ou seja...

O up foi continuando... O UP NÃO TEM LIMITES

6-Agora conte uma origem definitiva dele!!!


"Se é para ter um passado, prefiro que seja de múltipla escolha..."

Existe uma estorinha chamada "Batman: A Piada Mortal", em que eles genialmente excluem a possibilidade de uma origem definitiva do Coringa, deixando explícito que ele sendo doido como é inventa versões diferentes o tempo inteiro de sacanagem. Um conceito tão legal que foi usado em vários lugares, como desenhos, o filme do Christopher Nolan e até o game "Arkham Asylum". Aí, após deixar ele, o maior vilão da DC, de fora do mês dedicado aos vilões da DC (Mal Eterno), eles fizeram uma edição solo do Palhaço onde ele tranquilamente se lembra de uma infância violenta e mal-amada sem qualquer indício de isso ser só uma sacanagem inventada da cabeça dele.

Depois quando o Alan Moore invocar o deus-cobra dele vão chorar...

7-Faça com que ele vença todos os vilões


O Coringa sacaneia Luthor, Ras al Ghul, pois como já dissemos antes, ele é imprevisível e sendo 100% insano ninguém pensa como ele. Mas em "Morte da Família" ele usa suas habilidades Chucknóricas novamente para vencer Duas-Caras, Pinguim e Charada sem nem suar, assim como mata todos os seus capangas "fisicamente". O foda disso é que rebaixa MUITO os outros vilões. Claro que o Coringa é o principal, mas mais uma vez dão a impressão que ele tá controlando tudo, como se fosse um deus em comparação com os outros. Se tem caras que não se cagavam perto do Coringa eram os que dividiam cela com ele, no game "Arkham City", por exemplo, Pinguim e Duas-Caras batem de frente com ele o tempo inteiro pra dominar a prisão. Ele é o pior, mas pô! É Gotham! Os criminosos não são cagões! Eles também são durões, à forma deles... Ou ao menos eram...



8-Então faça com que ele vença todos os heróis também


Como já disse antes, gostei da premissa que Snyder usou pra sua série. Mas além do Silêncio, no final o Joker já tava parecendo Hannibal Lecter, além de ter conseguido sem um pingo de ajuda capturar...

-Alfred
-Asa Noturna
-Capuz Vermelho
-Red Robin
-Robin
-Batgirl

e...

O BATMAN! Isso porque ele já tinha dado estrupality contra todos os vilões. Aí que eu fiquei precisando de uma plástica no meu nariz que já tinha entortado. O Coringa é foda, mas po... O que é um personagem foda sem desafios à altura?!

9-Coloque Gotham City INTEIRA contra ele


Não li esse arco, pois depois que vi os spoilers soube que só ia me estressar. Mas quando o Coringa ameaça Gotham inteira, até os vilões se unem ao Batman pra vencê-lo. Mais um conceito interessante, mas acho que combinaria mais com o Bane. O Coringa vive dizendo que ama tanto o Batman, o Arkham e tudo mais, porque ele resolveria destruir todo mundo? Porque ele é louco, tá, mas ainda assim o up já tava acima de 8.000, eu simplesmente não consegui gostar; tendo realizado meu pesadelo de virar um velho nostálgico e saudosista ou não.





1-TRANSFORME-O EM IMORTAL!


Agora no final da série, o Coringa simplesmente não é mais o Coringa. É um cidadão que não pode ser vencido e há registros fotográficos sendo estudados por agências secretas de que ele vivia antes mesmo de Gotham ser uma cidade.





















...já fizeram isso de colocar personagens que antes eram frutos de acidentes e coincidências como fatores de planos maiores antes. Já fizeram isso com o Monstro do Pântano, com o Homem-Aranha, até com o Batman... Mas o negócio é que o Coringa é urbanão, criminoso, agora já não é mais. Pow, é como meter que existe um deus da insanidade das galáxias que escolhe um avatar no Universo pra representar a loucura e o Coringa pode recarregar a insanidade dele indo lá pro céu dar a bunda pra uma estrela à qualquer momento. Tirando a minha grosseria, essas doidera acontece direto em gibi, eles não cansam de inventar esses bagulhos pra aprofundar mais os personagens. Mas com isso desconstruíram DEMAIS o Coringa, e achei falta de criatividade, porque sinceramente é um personagem que do jeito que estava ainda tinha muita lenha pra queimar. Espero que a DC só tenha deixado ele meter o loco assim porque daqui a pouco vai ter o super-evento "Convergence" pra recomeçar tudo deeeeeee nooooooovo. Teve MÓ GALERA que curtiu, mas eu até tentei... curti isso aí não. Agora vou passar dias refletindo se estou ficando parecido com os meus pais e os velhos nostálgicos e saudosistas...

Sai fora com essa cara, mano. Bagulho nojento u.u

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

James Gunn defende os filmes de quadrinhos


Parece que no Oscar houve uma ou duas piadas quanto ao tsunami de filmes de super-heróis. Eu não achei tão afiado assim, mas James Gunn, o competente diretor de "Guardiões da Galáxia", defendeu esses filmes.

"Qualquer que seja o caso, a verdade é que a produção popular, em qualquer meio, sempre foi esnobada pela autodenominada elite. Ganhei mais prêmios do que esperava por Guardiões. O que me incomoda um pouco é que muitas pessoas assumem que se você faz filmes grandes, você trabalha com menos amor, cuidado e atenção do que as pessoas que fazem filmes independentes ou que fazem o que são considerados filmes mais sérios em Hollywood.

Já fiz filmes B, filmes independentes, filmes para crianças, filmes de horror e espetáculos gigantescos. Há muitas pessoas por aí fazendo filmes por um dólar ou para alimentar o próprio ego. E há pessoas que fazem o que fazem pois amam contar histórias, amam o cinema e querem retribuir ao mundo um pouco da mágica que eles aprenderam com o trabalho de outros. Honestamente, eu não encontro uma diferença significante na porcentagem de pessoas com e sem integridade em qualquer desses campos do cinema.

Se você acha que as pessoas que fazem filmes de super-heróis são burras, saia e diga que somos burros. Mas se você, enquanto cineasta independente ou um cineasta 'sério', acha que tem mais amor pelos seus personagens do que os irmãos Russo pelo Capitão América, ou Joss Whedon pelo Hulk, ou eu por um guaxinim falante, você está simplesmente enganado".


Olha, foi o Birdman que ganhou o Oscar no final das contas. E sinceramente? Posso afirmar com a consciência tão leve que ela até flutua que...


GUARDIÕES DA GALÁXIA > STYX > INFERNO > CASADOCARALIU > 



BIRDMAN


Aliás, desses últimos anos; Guardiões da Galáxia, Planeta dos Macacos: O Confronto e Superman foram filmes muito mais envolventes e emocionantes que o Birdman. Ainda não consigo ver graça no filme se chamar Birdman, o cara ficar o tempo inteiro pagando de que vai voltar ao papel e isso simplesmente ser um pequeno detalhe da estória do personagem. Achei esse filme tão mal equilibrado. Com tantos atores voltando a papéis antigos... Claro, todo mundo diz que é por dinheiro, justamente por isso poderia ser interessante um filme tratando o lado pessoal do ator. Mas... não. Guardiões é 10x mais apaixonante que Birdman, Gunn foi o cara perfeito pra defender esse naipe de filmes.

#wearegroot 
#grootislife 
#grootislove

P.S.: Se o Whedon fosse tão apaixonado pelo Hulk fazia um filme solo dele, humpft. Nunca superarei, nunca superarei.